sábado, 9 de maio de 2015

Série Alta Vigarice - A Revista Super e a Canalhice Estrutural

A REVISTA SUPER é inacreditável, não existe publicação mais vigarista em atividade no brasil, talvez no mundo.
Está nas bancas agora a edição sobre a corrupção, preste atenção na manchete:

"As Raízes da Corrupção
Ela existe em qualquer país do mundo, sob qualquer forma de governo, em qualquer instituição - EM QUALQUER COISA VIVA, NA VERDADE. É impossível exterminá-la, mas colocar rédeas nela é mais fácil do que parece. SAIBA COMO."


Entenderam né?
Isso mesmo, não só toda a grana que o petismo afanou de você como todo o achincalhe moral psicopata do partido e do bando de canalhas feitos à sua imagem e semelhança que habitam em seu entorno não é obra de uma vontade, de uma escolha canalha e narcisista, é porque o mundo é assim, o ser humano é assim e a criação toda é. E inclusive você que era um petista ingênuo e tonto, idiota útil de tudo isso, não precisa ficar tristinho, é assim mesmo que as coisas são.

A PRÓPRIA GERAÇÃO E CORRUPÇÃO DOS CORPOS, DOS SERES VIVOS, UMA PORRA DE UMA MAÇÃ APODRECENDO É ALGO ANÁLOGO A ESSA CANALHICE.
Será que os filhos da puta têm as manhas de citar o 'Da Geração e da Corrupção' de Aristóteles nessa vigarice? Eu não coferi, mas aposto uma grana que sim, se não fizeram perderam a oportunidade de ouro de operar o famoso e asqueroso golpe do instruído urbano que vai pra faculdade pra aprender a enganar e fazer de tonto o povo simples via um desvio calhorda envernizado de um intelectualismo pomposo e vigarista.

Então repitam comigo: "Eu, que faço parte e apoio isso (ativamente ou com o meu silêncio cúmplice), sou um canalha contumaz, estrutural, um psicopata narcisista mimado que vou fazer qualquer merda pra impor minhas vontades corruptas juvenis"

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Série Reflexões Que Vêm - Fórmulas da Covardia

Existe um padrão de covardia pro qual não se pode fechar os olhos, os atores mudam mas o padrão é o mesmo:

Está no moleque que xinga e ataca os pais que o protegem e é um bunda mole serviçal com os malandros da rua que o fazem de trouxa.

Está na minazinha que ataca o namorado protetor e se apega, chora pelo malaco que a faz de putinha. 

Está no eterno adolescente que ataca a Igreja Católica que o acolhe e é um idiota útil do ateismo esquerdista que o usa como fantoche.

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original:
facebook.com/molinastan/posts/10204990426175853

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Série Homens de Verdade - O Discurso do Matthew McConaughey no Oscar

Pra quem assistiu ontem o pavoroso Oscar USP/Humanas de 2015, aqui tem o contrário dele:



Transcrição:
"Thank you. Thank you, thank you, thank you, thank you to the Academy for this—all 6,000 members. Thank you to the other nominees. All these performances were impeccable in my opinion. I didn’t see a false note anywhere. I want to thank Jean-Marc Vallée, our director. Want to thank Jared Leto, Jennifer Garner, who I worked with daily.

There’s a few things, about three things to my account that I need each day. One of them is something to look up to, another is something to look forward to, and another is someone to chase. Now, first off, I want to thank God. ‘Cause that’s who I look up to. He has graced my life with opportunities that I know are not of my hand or any other human hand. He has shown me that it’s a scientific fact that gratitude reciprocates. In the words of the late Charlie Laughton, who said, “When you’ve got God, you got a friend. And that friend is you.”

To my family, that who and what I look forward to. To my father who, I know he’s up there right now with a big pot of gumbo. He’s got a lemon meringue pie over there. He’s probably in his underwear. And he’s got a cold can of Miller Lite and he’s dancing right now. To you, Dad, you taught me what it means to be a man. To my mother who’s here tonight, who taught me and my two older brothers… demanded that we respect ourselves. And what we in turn learned was that we were then better able to respect others. Thank you for that, Mama. To my wife, Camila, and my kids Levi, Vida and Mr. Stone, the courage and significance you give me every day I go out the door is unparalleled. You are the four people in my life that I want to make the most proud of me. Thank you.

And to my hero. That’s who I chase. Now when I was 15 years old, I had a very important person in my life come to me and say “who’s your hero?” And I said, “I don’t know, I gotta think about that. Give me a couple of weeks.” I come back two weeks later, this person comes up and says “who’s your hero?” I said, “I thought about it. You know who it is? It’s me in 10 years.” So I turned 25. Ten years later, that same person comes to me and says, “So, are you a hero?” And I was like, “not even close. No, no, no.” She said, “Why?” I said, “Because my hero’s me at 35.” So you see every day, every week, every month and every year of my life, my hero’s always 10 years away. I’m never gonna be my hero. I’m not gonna attain that. I know I’m not, and that’s just fine with me because that keeps me with somebody to keep on chasing.

So, to any of us, whatever those things are, whatever it is we look up to, whatever it is we look forward to, and whoever it is we’re chasing, to that I say, “Amen.” To that I say, “Alright, alright, alright.” To that I say “just keep living.” Thank you."

terça-feira, 29 de abril de 2014

Série Ensaios - Sobre a Confusão Institucionalizada e Seus Filhos

Vou retomar aqui uma questão que me parece das mais relevantes, nesse momento, pra isso que restou do ocidente. Quando digo 'isso que restou' estou simplesmente evitando usar o nome Ocidente pra descrever o ambiente intelectual vigente nessas áreas. Histórica e culturalmente me refiro ao ocidente mesmo. Trata-se da questão das divisões, das oposições.

Antes de mais nada é preciso entender o que são estas oposições, não tal qual se apresentam, é claro, mas tal qual são. Me parece louco acreditar que na Realidade existam de fato oposições, embora creia que existam tensões, tensões que se reportam à unidade maior do Todo, do Logos, que é hierarquicamente superior às tais tensões. Mas como poderia a Realidade ser una e ao mesmo tempo possuir tensões? A resposta já está implícita, mas vamos, para fins de clareza, decompô-la analiticamente: o nível absolutamente superior da Realidade, o Logos, é uno, porém nós, humanos, não vivemos nele, vivemos em um nível abaixo, intermediário, onde as tensões existem. São portanto níveis diferentes de realidade, agora em minúscula.

E não conseguimos ter acesso a esse tal Todo uno? Conseguimos. 'Ter acesso a' é diferente de 'se tornar'. Nós temos acesso, vislumbramos a existência do Todo, mas, enquanto humanos, não nos tornaremos Ele. Acessamos ele através da contemplação das tensões, do olhar sobre o além que salta da operação dessas tensões. Para fins de comunicação podemos chamar aqui a atividade que leva a essa tal contemplação de meditação.

Agora vamos voltar ao mundo em que vivemos. Eu considero o mergulho na Metafísica bom para se ligar pontos, para se solidificar o pensamento. O que significa que considero péssimo permanecer lá, que a permanência na Metafísica é um vício que nos deixa com a impressão de que o Logos é algo altos mongo, entediante, vazio, e não aquilo que Ele de fato é, ou seja, aquilo que se expressa a nós infinitamente (e muitas vezes misteriosamente) em todas as nossas experiências, em toda a nossa vida.

Neste tal mundo de tensões em que vivemos é natural e bom que estabeleçamos oposições que expliquem tais tensões. Não (ao menos não sempre) pra se decidir por um lado, antes pra entender as coisas. Pense por exemplo quando você usa uma palavra, um substantivo digamos, 'o Coringão'. Se essa palavra descreve algo, que pode ser entendido por um grupo de pessoas, ela já estabeleceu uma oposição, tem algo que é o que ela descreve e algo que não é. O Parmera por exemplo não é o Coringão.

E o que acontece quando toda uma sociedade mais ou menos homogênea culturalmente, a ponto de ao menos conseguir se entender um mínimo que seja (o ocidente por exemplo, ou o Brasil), estabelece e aceita largamente termos e conceitos (encerrados em palavras) que descrevem idéias confusas, logo tolas, pseudo-conceitos mesmo? Isso mesmo, vira tudo uma puta desgraceira, uma imensa conversa de idiota. E de repente o papo deste artigo, que poderia soar como uma baboseira acadêmica, despenca como um aparelho de ar condicionado velho sobre o nosso mundo corriqueiro.

E tal confusão é tão ruim assim? Sim, é uma catástrofe. Isso porque a confusão não se encerra em pessoas confusas que procuram humilde e pacientemente desfazer seus enganos (isso nem é confusão, é busca), ou mesmo escolhem conviver numa boa com sua confusão sem usá-la pra sustentar posições. A confusão se torna antes uma arma, uma preparadora de terreno pra ação de toda sorte de pilantras, mal intencionados consciente ou inconscientemente. Ou você acredita que quando aquele rapaz disse 'Alguém nos ajude, Lázaro, a entender' ele estava mesmo humildemente esperando o Lázaro explicar algo pra ele?

A confusão institucionalizada faz mais do que desvirtuar um potencial jovem bem intencionado, ela deixa o terreno pronto pra arrogância juvenil (de todas as idades, não só de adolecentes de rg mesmo) e pro desenvolvimento da grande pérola da maldade, do supremo filho do ódio à Beleza: a covardia.

O covarde não encara nada de frente, ele se vale da confusão geral pra armar os seus joguinhos, pra, por exemplo, imputar em seu inimigo ou pseudo-inimigo algo baixo que este não é (já que o entorno confuso tem grandes chances de acreditar), ou mesmo pra criar um inimigo inexistente muito filho-da-puta e se colocar como o nobre opositor deste. Se você reparar com a calma necessária verá que o covarde não está combatendo e nem interessado em combater nada de fato, combater algo que existe de fato exige coragem.

Um exemplo desse tipo de confusão? São muitos no citado ocidente, provavelmente muitos que eu nem consegui perceber ainda e talvez não perceba nunca, mas vamos ficar com um que é bem claro a todos que vão ler isso aqui: a profundamente tola oposição entre esquerda e direita estabelecida no Brasil (a do ocidente é um pouco menos tola mas ser um pouco menos tola que a brasileira não vale ponto pra ninguém). As camadas de besteira envolvidas são muitas, vamos destacar uma, só pra dar mais concretude à idéia: a noção de que um jovem precise se definir entre um bocó vazio e violento desses que proliferam em empresa grande (pra cujo qual a cultura maldita vigente criou o termo 'coxinha') ou o contrário disso. Sim, o contrário. O que é de fato o contrário? Eu não vou nem tentar explicar porque é uma confusão terrível, vamos ficar com 'o contrário'. Essa é inclusive uma mania ao mesmo tempo engendrada pela confusão e geradora dela (e logo de muita tristeza, é claro): a de definir a si mesmo ou ao outro a partir do "contrário" de algo que em si é um nada.

Não confundamos este com o 'contrário' utilizado em exercícios dialéticos do qual lançam mão muitas figuras admiráveis, que estão lidando com o que? com as tensões descritas ali acima, mas isso é matéria pra outros ensaios.



quinta-feira, 6 de março de 2014

Série Antropologia - Aristocracia c/ 10 Pratas no Bolso*

* Escrito há um ano atrás, hoje vejo problemas em alguns detalhes, mas vou deixar assim mesmo.

Em meados do séc. XVIII um espectro rondou a europa - o espectro do que se chamou de esclarecimento. Nos anos que se seguiram, homens guiados por este espectro começaram a espalhar por aí idéias obviamente tristonhas, por exemplo a de que todo homem nada mais é do que o produto dos recursos materiais aos quais ele tem acesso.

Eles provavelmente não estavam conscientes disso mas o que queriam era erradicar do mundo a idéia de nobreza, que pra eles se resumia na imagem de um príncipe de nariz empinadíssimo quebrando a munheca ao ordenar a execução de um jovem plebeu que roubou-lhe um cubo de açúcar.

Duzentos e poucos anos depois a maior mudança engendrada por tal rol de novas idéias está na consagração do sentimento material de diferenciação, este que é o sentimento primevo do agente imobiliário e a força básica geradora da única divisão válida da humanidade: a divisão entre burgueses (os que possuem este sentimento e reconhecem sua autoridade) e aristocratas (os que não o possuem e desprezam-no).

Esta aceitação da régua material do pensamento não tem qualquer ligação com o status material de quem a reconhece, ao contrário, hoje está presente tanto em endinheirados - que podem se sentir melhores por terem mais grana ou culpados por causa disso - quanto em quem não tem um puto na carteira, ou seja, está presente na burguesia de todas as idades e quantidades de grana.

Fora de tal régua estão os homens que as gangues de Robespierre e do supervilão Bane pretenderam exterminar, os homens que reconhecem o equívoco intrínseco de termos como progressismo ou passadismo, que estarão sempre por aí, que entendem o que busca Mad Max, que estranham a pecha de conservadores ainda que levem numa ótima se isso significar que não aceitaram a novidade materialista, os eternos, os aristocratas.

Aí o cara pode pensar 'Mas bitcho, isso nem existe de verdade, nem tem relevância, você tá falando de uns magrotes isoladões que ficam por aí se achando os bonzão incompreendido?'.
Então, nada a ver. 

Sob duros golpes a noção de nobreza e a busca por ela prevalecem e sempre prevalecerão. Prevalecem, por exemplo, em um mega evento onde os participantes afirmam e reconhecem a existência de rainhas, mestres, cantores principais e sub-cantores, comissão de notáveis julgadores, se preocupam com tradição e linhagem, elegem um vencedor.

Materialistas enxergam aí opressão - muitas vezes deles próprios -, acusam o evento de coisas como ópio do povo, não param de pensar em quantas pratas no bolso os participantes têm. Já os seres que fazem o carnaval de avenida do Rio de Janeiro ignoram essa régua tristonha, se movem pela vontade de realizar suas idéias de beleza, nobreza e honra. Coisa de aristocrata.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Série Transcrições de Uma Voz Vinda de Cima - Mitologia Moderna 1

Quando uma pessoa não compreende nada sobre determinado assunto ou mesmo sobre todos eles e não tem a santa humildade de buscar a medida possível [feliz] de tal compreensão, entretanto possui uma confusa e desencontrada base de informações que avidamente tenta encaixar onde quer que se apresente um [aparente] espaço, esta figura se transforma num temível monstro da mitologia moderna: o monstrengo da burrice arrogante, algumas vezes turbinado por um tal poderio social de influenciar adolescentes desavisados.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Série Memórias - Meninismo

Me recordo quando comecei a cursar filosofia e no primeiro semestre ensinavam o pensamento de René Descartes.

Neste ambiente uma crença que pairava no ar e se manifestava por vezes em falas, em gestos, em ombritchos, em tons de voz, era a de que os escolásticos tinham sido uma simples cambada de vacileiros e/ou sacanas e o diligente René surgira para dar uma geral e arrumar a casa, emendar o espírito do ocidente.

É claro que uma bobagem destas não se comete sem levar castigo, que se manifestaria em alguns na forma de uma feroz e purificadora vergonha e em outros na de uma cruel e lenta vida toda de tonteira.

Cerca de dois anos depois disso uma imagem me era recorrente durante aulas, na época eu não tinha qualquer explicação pra ela (mesmo hoje tenho apenas um esboço de explicação), ela simplesmente me vinha: no meio da aula, sem que ninguém mais além de mim se desse conta, alguém abria a porta e entrava; era o Papa (Ratzinger). Ele ficava um tempo ouvindo aquilo e então sorria um daqueles sorrisos compreensivos de velhinho e dizia:

- Hehe, essa meninada.